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Archive for the ‘Pensamentos’ Category

O CAVALEIRO E O MONGE

Os dois viajavam juntos por uma estrada tortuosa, a chuva fina caía e lhes escorria pelas faces.

Quebrando o silencio que já durava um bom tempo o cavaleiro finalmente fala :

Você leva uma vida de pobreza, sem jamais conhecer o toque de uma mulher, privando-se de todas as formas de deleite….tudo por que acredita que existe um Deus.Eu não partilho de sua fé.Por isso, sugo o tutano dos ossos da vida, tirando proveito de qualquer oportunidade. Desrespeitei todas as leis criadas pelo homem e pela igreja, e não temo as conseqüências, porque não acredito no seu Deus.

Minha pergunta no entanto é a seguinte…

E se a vida terminar no solo, e o homem não for nada mais do que carne para os vermes?

Você terá passado a vida inteira se privando por nada. E se você morrer e descobrir que Deus não existe?”  

O monge pensou a respeito e deu de ombros respondendo : 

Nesse caso, suponho que vou ficar triste. Mas diga-me senhor…

O que acontecerá quando você morrer e descobrir que ele existe?”   

A MORTE E O CAVALEIRO

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O ECLIPSE DO HOMEM

Tão certo como os rios correm para o mar,

tão claro como a luz do sol,

tão grande quanto o infinito,

tudo está escrito nas estrelas.

Desde tempos imemoriais as coisas são assim, desde quando o macaco colocou as mãos no monolito negro e adquiriu a capacidade de pensar, a vida passou a acontecer.

E um dia ele descobriu o fogo,

e um dia ele inventou a roda,

e um dia ele saiu do chão e planou no ar…

Descobriu que os céus não eram mais o limite, e partiu para a Lua.

Até aonde vai chegar?

Mas, e o que ficou para trás?

A devastação das florestas,

a degradação dos rios,

a extinção dos animais,

os países oprimidos…

Isso também estava escrito nas estrelas?

O Homem, entendeu tudo errado.   

Amanheceu sem saber,

entardeceu ignorante,

anoiteceu sem aprender nada.

“O amanhã nunca esteve tão perto,que eu não pudesse pegar com as mãos, pena que me escapa entre os dedos”

Eduardo Belmonte

2001 

odisseia1

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Na Africa…

Um dia, numa expedição, o cachorrinho começa a brincar de caçar mariposas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari.
Nisso vê bem perto uma pantera correndo em sua direção. Ao perceber que a pantera vai devorá-lo, pensa rápido no que fazer.
Vê uns ossos de um animal morto e se coloca a  mordê-los.
Então, quando a pantera esta a ponto de atacá-lo, o cachorrinho diz:
“Ah, que delicia esta pantera que acabo de comer!”
A pantera para bruscamente e sai apavorada correndo do cachorrinho e vai pensando: “Que cachorro bravo! Por pouco não come a mim também!”
Um macaco que estava trepado em uma arvore perto e que havia visto a cena, sai correndo atrás da pantera para lhe contar como ela foi enganada pelo cachorro.
O macaco alcança a pantera e lhe conta toda a história. Então, a pantera furiosa diz:
“Cachorro maldito! Vai me pagar! Agora vamos ver quem come a quem!”
“Depressa!” Disse o macaco. “Vamos alcança-lo”
E saem correndo para buscar o cachorrinho. O cachorrinho vê que a pantera vem atrás dele de novo e desta vez traz o macaco montado em suas costas.
“Ah, macaco desgraçado! O que faço agora?” Pensou o cachorrinho.
O cachorrinho ao invés de sair correndo, fica de costas como se não estivesse vendo nada, e quando a pantera está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorrinho diz: “Maldito Macaco preguiçoso! Faz meia hora que eu o mandei me trazer uma outra pantera e ele ainda não voltou!”

“Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento”

Albert Einstein

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Os dois lobos.

 Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:
– Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre à briga.
Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:
– Aquele que eu alimentar.
 

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Vidas sem rumo…

Era um sábado de sol e uma família aproveitava o início do verão para fazer um passeio diferente.
 
Informados de que uma ilha, situada à meia hora de barco do litoral, era um lugar agradável e belo, não hesitaram.
 
O pai comprou as passagens de barco, a mãe arrumou as crianças e chamou a vovó para compartilhar do passeio.
 
Nas mãos uma mochila com alguns apetrechos de praia para garantir um dia tranqüilo.
 
E só.
 
Não se informaram sobre o que realmente encontrariam, nem sobre o que deveriam levar para passar o dia.
 
Não se inteiraram também sobre o que havia para ser visto e se tinha algum tipo de guia no local para facilitar-lhes a empreitada.
 
Quando desembarcaram não atentaram para os demais passageiros, para onde iriam, ou que rumo tomariam.
 
Discutiam entre si para decidir o que fariam e, por fim, acabaram tomando uma trilha, dentre as muitas que havia, e caminharam muito, sem saber sequer para onde se dirigiam.
 
Passaram por pequeninas vilas, cruzaram riachos e pontes, até alcançar uma praia pequena, sem movimento e sem grandes atrativos.
 
Os mosquitos e o sol inclemente tornaram o passeio ainda mais difícil.
 
A ausência de um local apropriado para o almoço, para um descanso, também foi motivo de discussão entre os membros da família.
 
Horas depois de terem desembarcado, o único desejo de todos era retornar ao barco e voltar o mais rápido possível para casa.
 
Não conseguiam conceber como alguém poderia ter, em sã consciência, recomendado um programa como aquele.
 
Quando, enfim, conseguiram encontrar o caminho de volta e localizaram o trapiche onde haviam desembarcado, puderam sentar-se à sombra e comprar água fresca para beber.
 
Todos cansados e irritados, começaram a perceber as pessoas em volta e notaram os comentários que faziam a respeito da ilha.
 
Uns falavam ter adorado a vista do morro onde ficava o farol.
 
Mas, de que farol falavam?
 
Outros diziam que a fortaleza construída há mais de duzentos anos era um espetáculo à parte.
 
Fortaleza? Onde fortaleza?
 
Falavam também de praias de águas mansas e transparentes onde as crianças podiam brincar sossegadas.
 
Onde, afinal, ficavam tais praias?
 
Quando a família se alojou no barco que a levaria de volta ao continente, pai, mãe, avó e filhos se entreolharam e se deram conta de que haviam desperdiçado o dia.
 
Perceberam que por falta de planejamento, de diálogo e de cuidado, deixaram de conhecer as belezas daquele lugar, e que haviam sofrido desnecessariamente.
 
Esboçaram um sorriso sem graça e voltaram para casa em silêncio, pensativos e desapontados.
 
………………………………..
 
Muitos também passamos pela vida assim.
 
Vivemos por viver, sem saber ao certo o que fazer dessa oportunidade abençoada.
 
Não planejamos nossas condutas e repetimos mil vezes os mesmo erros, insistindo em antigos vícios.
 
Não sabemos o que queremos alcançar, quem queremos ser, e assim desperdiçamos horas, dias, anos…
 
Desperdiçamos a vida.
 
Quem não sabe aonde pretende ir não chega a lugar algum.
 
Corre o risco de andar em círculos ou, ainda, de acabar sofrendo riscos e dores desnecessárias.
 
Planejemos, no presente, o nosso futuro.
 
Tracemos rumos seguros para nossa vida.

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Ilumine-se

Viva na alegria,no amor,mesmo entre os que o odeiam.

Viva na alegria,na saúde,mesmo entre os angustiados.

Viva na alegria,na paz,mesmo entre os atormentados.

Olhe para dentro de voce,fique calmo.

Livre-se do medo e do apego,conheça a doce alegria do caminho.

 

Buda 

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