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Archive for agosto \20\UTC 2009

UM GRANDE AMOR

Stella estava sentada na sala. Era inverno. Mas o maior frio que ela sentia vinha de dentro. Da alma.

Jamais ela sentira tanto medo da tempestade, dos ventos gelados e da chuva. É que agora estava sozinha.

Seu querido David havia morrido há 3 meses. Ela jamais poderia imaginar que sentiria tanto a sua falta.

Desde que o diagnóstico de câncer terminal chegara, ela se preparara para a morte dele.

Ele também. Homem organizado, deixara toda a papelada em ordem.

Dinheiro não lhe faltaria para as necessidades. Ele pensara em tudo.

Mas a ausência dele era terrível. Ao terceiro toque da campainha, ela se levantou para atender a porta.

Antes, olhou pela janela, um pouco desconfiada. Afinal, havia tantos assaltos.

Era um rapaz com uma caixa grande. Viu o carro de entregas estacionado em frente ao portão.

Abriu a porta e o ar gélido entrou, tomando conta da sala inteira.

É a senhora Araújo? -perguntou o funcionário.

Ao sinal afirmativo de Stella, ele pediu licença para entrar e colocou a caixa no meio da sala.

Antes que pudesse indagar qualquer coisa, o entregador, jovial, foi explicando:

A senhora nos desculpe. Era para entregar somente na véspera do Natal. Porém, hoje é o último dia de expediente no canil. Espero que a senhora não se importe.

Entregou-lhe um envelope, abriu a encomenda e retirou o presente: um filhote de cão Labrador.

A carta explica tudo, continuou o rapaz. O cão foi comprado em julho, quando a mãe dele estava prenhe.

Ele tem seis semanas de idade e é um cão doméstico.

A senhora espere um pouco que vou buscar o restante da encomenda.

Largou o cãozinho e ele foi se sentar aos pés de Stella, fungando feliz e olhando para ela.

O restante da encomenda era uma caixa enorme de alimentos para cães, uma correia e um livro Como cuidar de seu cão Labrador.

Stella continuava parada, estática. Acabara de reconhecer no envelope a letra de David.

Quando o entregador se foi, ela andou de volta até a sua poltrona. Tremia inteira.

O cãozinho ficou ali, olhando-a ainda com seus olhos castanhos, à espera de um afago.

A carta não era longa mas repassada de carinho.

David a escrevera antes de morrer e a deixara com o proprietário do canil. Era seu último presente de Natal.

Ele havia comprado o animal para lhe fazer companhia. A carta era cheia de amor e lhe dava ainda conselhos e incentivo para que fosse forte, até o dia em que voltariam a ficar juntos, na espiritualidade.

Ela olhou para o cãozinho e estendeu a mão para o apanhar. Segurou-o nos braços. Pensou que fosse pesado, mas tinha o peso e tamanho da almofada do sofá.

O animalzinho de pelos castanhos lhe lambeu o queixo e se aninhou em seu pescoço.

Ela chorou de saudade. Ele ficou ali, quietinho.

Então, criaturinha, aqui estamos você e eu.

O cachorrinho fungou, concordando, pondo sua língua rosada para fora.

Stella sorriu.

Então, vamos para a cozinha fazer uma sopa? Vou lhe dar ração e depois leremos um bom livro, juntos. Que acha?

O cãozinho latiu e abanou a cauda, como se tivesse entendido exatamente o sentido de cada uma das palavras.

E acompanhou Stella até a cozinha.

Na sua imensa sabedoria, Deus criou os animais para auxiliar o homem em suas tarefas, tanto quanto para lhe prover algumas necessidades.

Também para servir de amparo aos que andam sós, aos famintos de afeto.

Tornam-se muitas dessas criaturas, em sua missão de servirem ao homem, excelentes zeladores de vidas humanas.

Ao homem cabe amparar-lhes as vidas e retribuir-lhes com cuidados a atenção e devotamento.

São também eles a manifestação do amor de Deus na Terra.

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DICAS DE SUSTENTABILIDADE

Reduza a sua produção de lixo.

Reaproveite antes de descartar

Separe o lixo reciclável do orgânico

Feche a torneira ao escovar os dentes ou fazer a barba

Armazene seu óleo de cozinha usado em garrafas PET

Diminua o tempo do seu banho

Quando um cômodo estiver vazio, apague a luz e desligue os aparelhos elétricos

Revise seus documentos antes de imprimi-los, evitando desperdício de papel

Dê preferência ao envio de arquivos digitalizados por e-mail

Não use a privada como lixo

Pilhas e baterias não devem ser descartadas em lixo comum

Ande menos de carro e mais de caronas,ônibus,metrô,bicicleta ou mesmo a pé!

 

” O PLANETA AGRADECE ”

PLANETA 

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O TREM

“Um dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem. Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes no caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques…”

            Quando nascemos, ao embarcarmos neste trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos, farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade.

            Infelizmente, em alguma estação eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinhos, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós. Embarcam nossos irmãos, amigos e amores.

Muitas pessoas tomam este trem a passeio, outras fazem a viagem experimentando apenas tristezas, e no trem há, também, pessoas que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar a quem precisa.

            Muitas descem e deixam saudades eternas, outras tantas viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

Curioso é considerar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes do nosso. Isso nos obriga a fazer essa viagem separado deles.

            Mas claro que isto não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos nos assentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando este lugar.

            Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques, sabemos que esse trem jamais volta.

Façamos, então, essa viagem, da melhor maneira possível tentando manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um deles o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos entender isso.

            Nós mesmos fraquejamos algumas vezes e, certamente alguém nos entenderá. O grande mistério, afinal, é que não sabemos em qual parada desceremos.

            E fico pensando: quando descer desse trem sentirei saudade? Sim.

            Deixar meus filhos viajando nele sozinhos será muito triste.

            Separar-me de alguns amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

            Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram, e o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que tenha crescido e se tornado valioso.

            Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade, para que, embarquem e desembarquem pessoas, minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade…que entrará? Quem sairá?

            Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo, deixaram desmoronar.

            Fico feliz em perceber que certas pessoas, como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar. Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de “todos os passageiros”.

            Agradeço a DEUS por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.   

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“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas, o que mais nos apavora. Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho do Universo!

Se você se fizer de pequeno não ajudará o mundo, não há iluminação em se encolher para que os outros não se sintam inseguros, quando estiverem perto de você.

Nascemos para manifestar a glória do Universo, que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós, está em todos nós.

Conforme deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.

Quando nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente libera os outros.“

 Nelson Mandela

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CÁRITAS

Eu sou o Sol que aquece a vida, em nome da Vida que criou o Sol.

Sou eu quem reverdece o campo em beijos cálidos após a demorada invernia.

Eu sou a força que sustenta as criaturas tombadas, a fim de que se ergam, e as desiludidas, para que recomecem a faina do próprio crescimento.

Eu sou o pão que alimenta os corpos e as almas, impedindo-os de experimentar deperecimento.

Sou eu a música que enternece o revoltado, e sou o poema de esperança que canta alegria onde houve devastação.

Por onde eu passo, um rastro luminoso fica vencendo a sombra que cede lugar à claridade libertadora.

Eu sou o medicamento que restaura as energias combalidas, e sou o bálsamo que suaviza o ardor das chagas purulentas que levam ao estertor e à alucinação. Sou a gentileza que ouve pacientemente a narrativa do sofrimento e nunca se cansa de ser solidária, conquanto a aflição que se espraie entre as criaturas.

Eu sou o fermento que leveda a massa e dá-lhe forma para aprimorar-lhe o sabor.

Sou eu a paz que visita a charneca, adornando-lhe a paisagem lúgubre.

Eu sou o perfume carreado pela brisa mansa para aromatizar os seres e o vergel.

Sou eu a consolação que cicia palavras de fé aos ouvidos da amargura e soergue aqueles que já não confiam em ninguém, aturdidos pelas frustrações e feridos pelas dores excruciantes.

Eu sou a madrugada que ressuscita todos aqueles que são tidos como mortos ou que estão adormecidos, a fim de que possam voltar ao convívio dos familiares saudosos e em angústias devastadoras.

Sou eu a água refrescante que sacia a sede de todas as necessidades e limpa as sujidades da alma deteriorada, preparando-a para os renascimentos felizes.

Eu sou o hálito divino sustentando a criação e penetrando por todas as partículas de que se constitui.

Convido minha irmã, a Fé, para que ofereça resistência ao viajor cansado e o alente em cada passo, concedendo-lhe combustível para nunca desistir.

Eu me apoio na irmã Esperança que possui o encanto de reerguer e amenizar a aspereza das provações.

Quando elas chegam, o prado queimado se renova, porque se me associam, fazendo que arrebentem flores e frutos onde a morte parecia dominar…

As duas, a Fé e a Esperança, constituem os elementos vitais da minha alma, a fim de que permaneça conduzindo todos os seres.

O Senhor enviou-me em Seu nome, com a missão de lembrar a Sua presença no mundo, desde quando me usou para que as criaturas que Lhe desafiaram a Justiça e a Misericórdia, pudessem recomeçar o processo de evolução.

Vinde comigo ao banquete suntuoso da ação contínua do Bem e embriagai-vos de felicidade.

Eu sou a caridade!

Cáritas

 jesusorando

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LANTERNA VERDE – Crepúsculo Esmeralda. Novo Amanhecer

 

Hal Jordan tinha sido o Lanterna Verde da Terra – um herói orgulhoso em uma tradição ainda mais orgulhosa. Mas mesmo heróis tem seus limites e quando Coast City, sua cidade natal, foi destruída por Mongul, Hal Jordan encontrou o seu limite. Quando os criadores da Tropa dos Lanternas Verdes negaram a ele o poder de mudar o passado, algo em Hal Jordan se partiu. Ele cruzou a linha que jurou jamais cruzar e arrancou até a última gota de energia da lendária Tropa e dos Guardiões do Universo. Jordan se tornou  um homem consumido pela própria raiva, e uma era de heroísmo chegou ao fim.

O anel e a lenda da Tropa, porém, não morreriam ali. O único guardião sobrevivente veio à Terra e passou o último anel a um jovem chamado Kyle Rayner.

Com isso, um novo capítulo no legado do Lanterna Verde tinha começado. Mas dessa vez, não há ninguém para treinar o novo dono do anel e ele deve aprender a utilizá-lo num batismo de fogo contra dois inimigos terrivelmente poderosos.     

 

PARA TODO AMANHECER EXISTE UM CREPÚSCULO

 

O roteirista Ron Marz reimagina um dos personagens mais adorados da DC, acompanhado de um time de artistas que inclui Darryl Banks e Bill Willingham (Fábulas), marcando uma nova era para o Universo DC.

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O CAVALEIRO E O MONGE

Os dois viajavam juntos por uma estrada tortuosa, a chuva fina caía e lhes escorria pelas faces.

Quebrando o silencio que já durava um bom tempo o cavaleiro finalmente fala :

Você leva uma vida de pobreza, sem jamais conhecer o toque de uma mulher, privando-se de todas as formas de deleite….tudo por que acredita que existe um Deus.Eu não partilho de sua fé.Por isso, sugo o tutano dos ossos da vida, tirando proveito de qualquer oportunidade. Desrespeitei todas as leis criadas pelo homem e pela igreja, e não temo as conseqüências, porque não acredito no seu Deus.

Minha pergunta no entanto é a seguinte…

E se a vida terminar no solo, e o homem não for nada mais do que carne para os vermes?

Você terá passado a vida inteira se privando por nada. E se você morrer e descobrir que Deus não existe?”  

O monge pensou a respeito e deu de ombros respondendo : 

Nesse caso, suponho que vou ficar triste. Mas diga-me senhor…

O que acontecerá quando você morrer e descobrir que ele existe?”   

A MORTE E O CAVALEIRO

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